Perigosa é a Liberdade
Enviado em 11 de Fevereiro de 2010
Publicado por Claudio Quintino Crow | Enviar por e-mail
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Perigosa é a Liberdade - assim, tão desejada.
Perigosa é a Liberdade de verdade. Ansiada sem ser compreendida.
A única Liberdade verdadeira é a ausência total de vínculos;
Liberdade de verdade é o não-vínculo.
Só está livre quem não possui vínculos - com nada, com ninguém.
Trabalho, família, amor. Nada.
Nem consigo mesmo, nem com a vida.
Assim, o não-vínculo é o não viver.
Liberdade de verdade é não viver.
É deixar de ser; é não ser.

Quem é livre, portanto, nada é. Nada pode ser.
Ser verdadeiramente livre é, simplesmente, não ser.
Perigosa é a Liberdade.

Não quero a Liberdade de verdade.
Tudo que mais quero são vínculos:
De amor, de ódio, de prazer, de dor.
De viver. De morrer.

Perigosa é a Liberdade.
Cuidado com o que pedes:
Corres o sério risco de ser atendido.
Não, não quero a Liberdade de verdade.
Quero vínculos que me liguem a tudo.
Quero amar e viver e sofrer e morrer.
Quero não ter a Liberdade para por ela poder ansiar -
e assim, apreciar a jornada.
Até terminar.
Livre.

Olá Cláudio!
Linda demais essa poesia/reflexão. Foi você mesmo que escreveu?
Sou grande admiradora do seu trabalho, e agora que conheci o blog… mais uma leitora.
Beijos!
Olá, Juliet!
Sim, é de minha autoria…
Reflexões sobre pontos específicos da vida, que se abrem para a partilha…
Agradeço pelos elogios!