Filhos Pródigos, Heróis, Tradições e Traições
Enviado em 27 de Janeiro de 2010
Publicado por Webmaster | Enviar por e-mail
| Hits para esta publicação: 206
Filhos Pródigos, Heróis, Tradições e Traições
(este artigo é um desenvolvimento a partir das ideias originalmente contidas em meu outro texto “Então você quer evoluir?” publicado a 20 de abril de 2009)
Do ponto de vista moral, sempre achei a conhecida passagem mitológica do “Filho Pródigo” um tanto duvidosa. O protagonista se mostra egoísta, ganancioso, irresponsável e inconseqüente, mas depois de todos os seus equívocos retorna para casa; em seu retorno, não só é absolvido pelo pai como é por ele celebrado – a despeito dos protestos do irmão, que ao ficar em companhia do pai, aparentemente não fizera nada de errado.
Pela ótica cristã, o perdão é algo nobre e sempre enfatizado. Mas por outro ponto de vista, igualmente cristão, o desvio da virtude – ou seja, o pecado – é algo a ser evitado e condenado.
(Eis porque sempre atribuí essa enorme contradição à já proverbial ambigüidade dos ensinamentos do cristianismo. Essa ambigüidade, contudo, não deveria ser vista como negativa – pois não somos todos nós ambíguos? Não é a própria natureza ambígua? Não é o próprio Deus cristão - como todos os outros deuses - ambíguo em sua complexidade?)
No fim das contas, a ambigüidade – como a beleza - só existe nos olhos do observador. Só existe ‘certo’ ou ‘errado’, ‘bom’ ou ‘ruim’ quando observamos os fatos a partir de nossos próprios conceitos e preceitos.
Num caminho de cura – tanto dos outros como a de si mesmo -, despir-se desses conceitos e preceitos é fundamental para que haja justiça e justeza nos atos e sentimentos. Mas graças ao ilusório conforto que ater-se a esses preceitos nos traz (é sempre mais fácil agir e pensar de acordo com o ‘senso comum’), poucos são os que se dispõem a quebrá-los – e dentre estes, menos ainda são os que o conseguem de fato.
A libertação pessoal desses preceitos e conceitos é um processo brutal de ruptura – uma verdadeira ‘iniciação’, no sentido mais profundo da palavra, em que deixamos para trás aquilo que não nos serve para receber o novo, o transformador. Implica em deixar de lado o que “os outros” pensam e acham e sentem para, enfim, pensar e achar e sentir por si mesmo – renascidos para o mundo e para si mesmos. A serpente que, para crescer, abandona a pele; a ave que, para nascer, rompe a casca do ovo. Crescer, nascer: mudar, transformar.

Como dito, é uma ruptura brutal. Brutal. Mas é uma ruptura que não é destruidora, porque ela traz o potencial da verdadeira e profunda transformação.
RITO DE PASSAGEM
Nossa percepção da vida, quando entra nos trilhos da ‘normalidade’ e do ‘senso comum’, fica embotada e turva pela ‘familiaridade’ que implantamos ao tempo. A familiaridade é tão poderosa que nos vicia sem que sequer percebamos – de corpo, mente e alma, passamos a procurar aquilo que conhecemos, que é confortável, que é familiar. Atemo-nos ao corriqueiro. Instala-se a rotina.
Dessa forma, quando a novidade surge em nossas vidas, imediatamente desconfiamos dela – ao mesmo tempo em que somos por ela atraídos.
Aquilo que é “novidade” traz uma percepção diversa do tempo cronológico. Diante daquilo que é novo, tudo é diferente - e é tão grande a excitação e o encantamento que a novidade gera que temos a impressão de que o tempo passa de outra forma – e de fato, é isso o que o corre: o tempo passa de forma diferente porque se torna sagrado.
A percepção do Tempo Sagrado é a chave que torna toda a Vida Sagrada.

Não por acaso, em todas as tradições espirituais e culturais ao redor do planeta, e até mesmo em nossa sociedade pretensamente ‘laica’, a passagem do tempo em nossas vidas é marcada por situações como formaturas, menarca, casamento, serviço militar, menopausa, paternidade, aposentadoria, etc - eventos que são como esboços dos ritos de passagem que assinalam mudanças em nossas vidas - na maioria das vezes, infelizmente, desprovidas do caráter sagrado.
Sem a sacralidade dos ritos de passagem, nossas almas não percebem as mudanças com a intensidade devida.
Sem sacralidade, o tempo simplesmente passa. Nossas vidas passam. Tudo passa. Nada nos toca como deveria, nada nos satisfaz.
A consequência é que, sem sacralidade, as ‘novidades’ em nossas vidas não nos tocam a alma - e o milagre do tempo deixa de ser milagre: se esgarça, torna-se profano, sem significado. Perde o senso de Sagrado.
Sem sacralidade, tornamo-nos refratários às transformações que fazem parte de nossas vidas - e da Vida como um todo.
Isso exige a renovação da sacralidade - algo que ocorre através do Rito de Passagem.
SOLVE ET COAGULA
Um dos mais poderosos ritos de passagem, encontrado em diversas religiões, é o retiro. Retirar-se do mundo é abrir o portal para a redescoberta – e a reinvenção – de si mesmo.
Somente quando ficamos livres do ‘familiar’, somente na solidão, é que a alma se põe vulnerável a ponto de destruir-se - claro, sempre com o intuito de reconstruir-se. Entra em ação o princípio alquímico do “Solve et Coagula“, dissolver e coagular, desfazer para recriar.
A água do batismo, os banhos rituais, a sauna xamânica - todas essas práticas nos põem em contato com o “solvente universal”: a Água, símbolo da fluidez e da ciclicidade de nossas emoções. Ao dissolvermo-nos na Água, abrimos caminho para a criação de uma nova existência, de uma nova percepção e, como resultado, de uma nova relação com o que nos era familiar.

Quando nos dispomos à “dissolução” pela Água, acessamos o espaço individual que tanto – e tão voluntariamente – negamos a nós mesmos, em nome da ‘Tradição’, da convenção. A ideia da dissolução daquilo que somos - ou cremos ser - é desafiadora demais para ser aceite com leveza. Mas acima de tudo, negamos esse espaço individual - nosso eremitério, o casulo transformador - por nossa ignorância acerca da força, necessidade e importância desse processo individual.
Só após o “solve” é que o “coagula” pode agir - só quando dissolvemos nossas crenças e conceitos é que podemos nos reconstruir, curar:
“I had to send her away to bring her back again” (Jeff Buckley, Morning Theft)
Na mágica peça teatral chamada “A Alma Imoral”, adaptada pela atriz Clarice Niskier a partir da obra homônima do Rabino Nilton Bonder, um tema avassalador em sua argumentação e importância é o do conflito Tradição X Traição. Poucos de nós parecem se dar conta de que há mais do que um radical lingüístico comum a unir essas duas palavras, esses dois conceitos.

A começar pelo fato de que a Tradição é, aos olhos do mundo, rica e bela. É o legado, a herança, a identidade - que se mantém geração após geração.
A Traição, por sua vez, é a ruptura, a quebra, o mergulho no desconhecido.
(Antes mesmo de assistir à peça e sem nunca ter lido – assumo – a obra do rabino Bonder, eu havia escrito um texto em que cito Milan Kundera, Joseph Campbell e outros que falam da traição, entitulado “Então você quer evoluir?”.)
Ora, se a Traição é quebra, então ela é e deve sempre ser indesejável – nas palavras do próprio Kundera, “a felicidade é o desejo da repetição”. Mas há aqui uma semente de contradição – poderosa como aquelas mencionadas no início deste texto - porque a Traição é a quebra que interrompe a Tradição. E a Tradição é o conforto do familiar.
Mas pelo quanto visto acima, não é a familiaridade a própria porta que se abre para que o Profano invada a Vida e lhe tire a Sacralidade?
Se assim for, então a Tradição não é assim tão boa e positiva - nem a Traição é assim tão má e negativa…
A Traição em questão pode ser a do casal, entre sócios ou entre amigos - mas também é Traição qualquer ruptura com o “status quo vigente”.
Ao deixar para trás a Tradição, o Traidor fica só. Quase sempre, marginalizado.
Na maior parte do tempo, isso desespera. Mas nalguns breves momentos, essa solidão pode servir como retiro - o Eremitério. Ou seja, também como visto acima, como porta para o conhecimento de si mesmo. E pelo conhecimento de si mesmo, a Cura. E pela cura de si mesmo, a possível cura da comunidade – os que coabitam o Círculo Sagrado da ‘Pertencência’ (neologismo que adotarei doravante).

Traidor é quem quebra a Tradição
Sufocado pelo desejo de expansão e pelo fascínio do novo, o Traidor é aquele que rompe os limites daquilo que é familiar, é aquele que abandona – quase nunca alegremente – a aldeia, o Círculo Sagrado da Pertencência.
Logo ele se vê obrigado a encarar – quase sempre sozinho – o sinuoso e perigoso Caminho que cada vez mais o afasta do conforto e da familiaridade do Círculo.

As principais armadilhas, os mais perigosos vilões no Caminho de quem abandona o Círculo e a Tradição assumem a forma de sensações: a sensação de abandono, a de impotência, a de desesperança.
De modo geral, é só depois de deparar-se com essas sensações, enfrentando-as com a força da desesperança, que o Traidor – a partir de agora chamado de Herói – pode ansiar pela Cura. É do desespero do desapego e da desapropriação que vem a coragem de ousar.
E a coragem de ousar brota da rebeldia e da marginalidade de ser aquele que rompe as leis - aquele que quebra a Tradição. O que trai o mundo.
Como no texto do Rabino Bonder o filho que sai de casa atrás de seu destino “trai” - à primeira vista - os carinhos, cuidados, esforços e planos de seus pais, da mesma forma quem rompe a Tradição renova sua energia, renasce, novamente adolescente, novamente um jovem que “foge de casa” em busca de sua própria aventura.
“O BOM FILHO À CASA TORNA”…
O tal “Filho Pródigo” sempre me intrigou: como premiar o que, aos olhos de todos, errou ao trair o pai, em detrimento do filho que obedientemente ficou? Parece um desserviço, parece o prêmio ao erro. Mas “erro” ou “acerto”, como sabemos, é atribuição de valores…
O filho que abandona a casa é o Herói, que parte em sua jornada solitária rumo ao novo, ao desconhecido, ao não-familiar, ao perigoso, ao desafiador.
Tendo sido capaz de encarar esses desafios, é aquele que, com a alma purificada, atinge a percepção do que é real e se torna capaz de encontrar o Graal.

Nas palavras de Joseph Campbell, é o Herói que encontra o ‘Elixir da Cura‘ e retorna à aldeia - o Círculo, a familiaridade - com o dom da transformação.
Quem opta por ficar no Círculo da Pertencência não corre perigo – e, portanto, não renasce. Acaba por cair escravo do tempo profano, não vive sua história sagrada – opta por não ser Herói.
Tudo isso é muito belo em palavras escritas, mas extremamente doloroso de se sentir na pele - e muito mais doloroso de se sentir na alma. Não é por acaso que em toda “Jornada do Herói” o protagonista tem um momento de hesitação, de relutância. Segundo Campbell, o estágio do ‘Herói Relutante’ ocorre quando, diante da tarefa assustadora que se lhe descortina, o futuro Herói se sente pequeno, incapaz de encarar o desafio.
Nada mais saudável e natural: se não houvesse a relutância, ele seria louco, insano mesmo - e não herói.

Pois a relutância do herói é sua consciência de que algo grande está por morrer - e toda morte traz dor. O medo da dor é, muitas vezes, o medo do julgamento – “o que vão pensar de mim, o que os outros vão dizer?”
Novamente, surge aqui a importância da solidão, do retiro: longe dos outros, seus pensamentos e palavras não causam mais medo. Perdem a força. Ganha-se a resistência e o sagrado Senso de Propósito que, mais que espadas ou escudos, é a verdadeira e principal “arma” do Herói.
Sem medo de parecer fraco, encara-se a dor. E encarando a dor, pode-se viver a Transformação.
“A sabedoria não vem durante, mas depois da dor”. (Kelma Mazziero)
A rebeldia do Herói – aquele que ousa sair do Círculo da Pertencência e rompe com a Tradição – o transforma, aos olhos do mundo, em um Traidor. Mesmo que após o processo ele ganhe status de Herói, durante o processo ele é meramente um traidor. E assim como “a sabedoria não vem durante, mas depois da dor”, o reconhecimento do gênio e do herói não vem durante a descoberta e a transformação, só depois de findo o processo – isso quando vem…
A grande comunidade não nutre especial admiração pelos rebeldes e ousados. A Geni da canção de Chico Buarque costumava ser execrada, é santificada quando salva a comunidade do tirano do Zepelim e volta a ser execrada quando finda a aventura. Ela ousou ser diferente, morreu e renasceu, e mesmo assim ninguém a entendeu – preferiram voltar ao confortável e medíocre “julgamento”, que tem por base os valores da Tradição, os princípios familiares a todos, caem na vala comum do “senso comum”.
Não são, então, heróis - são anti-heróis.

TRAIR A TRAIÇÃO
Mas a rebeldia do Herói/Traidor tem mais de um uso: se ela transforma o ousado em Herói, impulsionando-o ao caminho, mais heróico ainda esse Herói se torna quando, após ter desempenhado sua aventura transformadora e crescendo como indivíduo renovado pela ressacralizacão épica de sua vida, ele opta por abandonar a estrada do desafio – a própria “mãe”, por assim dizer, do Herói, já que foi a aventura na estrada que fez dele o que ele agora é.
- Sair do Círculo da Familiaridade é trair a Tradição;
- Retornar a ele após a Jornada é trair a Traição.
Ao abandonar a estrada - a linha reta - ele só tem um destino: o círculo novamente. O mesmo círculo que, nalgum momento no passado, mostrou-se estreito demais para que nele o herói permanecesse.
Retornar à “pequenez” do círculo por vezes exige mais coragem do que a coragem inicial de deixá-lo. Porque transformado, o herói jamais verá o círculo com os mesmos olhos – e a derradeira armadilha é justamente querer retornar para as coisas familiares como eram antes: pois isso é impossível.
E é impossível porque, após a solidão, o exílio e a Traição da Tradição, o protagonista tem uma percepção toda nova do que é o Círculo, de quem mora nele, que papéis são nele desempenhados e qual o seu próprio novo papel nesse local.
Se ele tiver sabedoria, poderá usar sua recém adquirida força – o ‘Elixir’ de Campbell - para melhorar ainda mais o Círculo. Sua nova visão, sua perspectiva transformada fará com que ele veja beleza onde antes nada havia, sinta a sacralidade no que antes parecia profano, identifique problemas com antecipação e, melhor ainda, com propostas de Cura.
Então a traição inicial – abandonar a aldeia, a casa, o círculo – é redimida por uma Nova Traição – abandonar a estrada, a aventura, a linha reta.
ESPAÇO PARA A TRAIÇÃO

“Um contrato entre dois indivíduos”, disse o rabino Bonder, “é uma coisa muito perigosa.”
De fato: contratos são acordos – profissionais, matrimoniais, governamentais. Se os indivíduos mudam tanto quanto descrevemos acima – pois se não mudam, deveriam mudar – então um contrato só é justo quando também ele se mostra flexível o bastante para acomodar, com respeito e honra, as tantas transformações por que passam seus celebrantes.
Acordos e contratos não deveriam ser vistos como “leis” rígidas, com cláusulas tão imutáveis quanto a Tradição; para o Rabino Bonder, esses acordos entre almas devem ser flexíveis e leves para permitir a quebra da Tradição - pelo bem das partes.
Nem toda quebra de contrato, nem toda ruptura é positiva - mas muitas podem ser: quando delas vem crescimento e Cura…
Quando depois de trilhar o Caminho, o Herói retorna ao Círculo…
Quando o Filho Pródigo retorna.
Faz sentido agora.




Pois é Claudio
Só quem conhece traidores e quem já “traiu” e depois traiu a “traição” entende bem este texto.
Muito bom. Gostei bastante .
CLÁUDIO, AGRADEÇO , MARAVILHADA E “ABENÇOADA” PELO TEXTO SAGRADO, TRAIDOR E ENCORAJADOR!
É UMA BELA OPORTUNIDADE PARA COMEÇAR O ANO QUEBRANDO PADRÕES E RETORNANDO AO CÍRCULO…
Claudio, agradeço pela possibilidade de compartilhar palavras sábias, as mesmas me encorajam na busca pela cura.Muitas vezes acalentando o meu coração. Grande abraço na alma. Franciele.
Muito bom artigo!!! É também muito interessante olhar a traição de Judas sob esse ponto de vista.
Sem dúvida esse seu texto é uma intrigante análise para o tema e uma bem conduzida “sequência” para “Então, você quer Evoluir?” , perfeitamente compreensível e aceitável sob a ótica que vc imprime.
Nâo lhe conheço pessoalmente, mas muito lhe admiro.
Grande abraço.
O entender “filho pródigo” como herói não parece apropriado. A definição do termo pródigo encontra substantivos em “perdulário” e “dissipador”. A expressão tal qual a tradição cristã, da qual é extraída, indica uma ação egoísta. O arquétipo do herói não é assim, basta verificar os elementos recorrentes a boa parte dos heróis tradicionais (mitologia comparada - ver Joseph Campbell, por exemplo). O Herói é aquele que saí da sua “casa”, atua em favor de terceiros e, após completar sua jornada, retorna a sua “casa”, mormente de mãos vazias. Existe uma similaridade aparente entre tal definição e a do filho pródigo, a diferença fundamental reside na “jornada”, que se no primeiro caso leva a elevação do espirito no outro, caso cristão, só serve a moral daquela história, a de que voltar ao seio da “família” significaria salvação.
Olá, Regis,
Agradeço por seu comentário e participação. A interpretação que você menciona do mito cristão é a mais popular, mas nem de longe é a única - eis porque utilizei o subtema do “filho pródigo” para trabalhar o conceito central do texto - a ruptura das tradições como forma de evolução e destino de todos.
A saída do filho perdulário de casa enquadra-se, sim, no mito do herói porque traz em seu bojo o mesmo tema da “queda do paraíso” e tantas outras lendas de outras mitologias que narram a partida de alguém que, por vontade própria ou expulsão, deixa o familiar em busca do novo - o Herói Relutante de Campbell.
Nem todo herói é altruísta em princípio, mas todo herói age de forma a trazer benefícios a todos. Não é a intenção que conta, mas o resultado.
Ainda segundo Campbell, o herói não volta de mãos vazias, mas traz consigo o “Elixir” - o graal, a cura. Este é o resultado. Isto é o que importa. Especialmente quando vemos a nós mesmos como capazes de, ainda que aparentemente rompendo regras e desagradando a ‘tradição’, ir além e obter a transformação. Eis o processo de cura, de redenção.
Agradeço novamente por sua participação!
Faz sentido agora… pra mim também.
Coisas que muitas vezes já havia pensado, mas não de maneira tão clara…
Texto brilhante!