MERROW - Mergulhando com Sereias
Enviado em 18 de Agosto de 2009
Publicado por Claudio Quintino Crow | Enviar por e-mail
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O Marcos Reis, percussionista, eu já conhecia de muitos anos. Primeiro foi aluno, depois virou amigo, e mais tarde, um irmãozão querido.
Graças a ele, acabei conhecendo o Felipe Goulart com seu violino marrom (antes do azul) e as divinas sereias (lindas e que encantam com as vozes!) Vanessa Corradini e Marilena Araújo.
Marcos + Felipe + Van + Mari = Merrow: uma banda que mistura música irlandesa com rock e folk.
Explosivo, infalível!
Mas a música, por fundamental que seja, é um pretexto para um verdadeiro encontro de almas!
ENCONTRO DE ALMAS
Bastaram dois minutos de conversa, falando de gostos musicais comuns, influências musicais comuns, paixão comum pela Irlanda… e pronto: meu coração decretou que aqueles quatro eram também minha família.
Sempre fomos da mesma tribo!
Nada a estranhar, portanto, que subíssemos juntos a diversos palcos, sobretudo para tocar música irlandesa tradicional.
Foram vários shows - tudo começou timidamente no “Sarau da Alma Feminina” do Projeto Hera…
Mais tarde, duas participações em conjunto nos “Irish Fest” no St John’s Irish Pub;
E veio muito mais:
- “Celtic New Year” no O’Malley’s Pub;
- “Festival Cara Irlanda” (St. Patrick’s Day);
- Café Aman;
- Memorial do Imigrante;
- Centro Cultural São Paulo…

Então, nada a estranhar, também, que o óbvio acontecesse. Na verdade, já tinha acontecido: um entrou no coração do outro. A Merrow no meu. Eu no da Merrow.
Só faltava verbalizar - e como isso é importante! - para realizar.
VERBALIZAÇÃO
Numa calçada estreita da Vila Mariana, um convite de sopetão…
Dias depois, uma confirmação…
Claro, meu trabalho solo com música irlandesa continua! Mas é aquela história que todos conhecem:
Quando sereias convidam, não há como resistir…

MERGULHO
Mergulhei, então, nos mares da inspiração da Merrow.
Inspiração que jorra da Irlanda a partir do nome (Merrow, do irlandês “MORUADH”, sereia) e da música, mas que se reveste de temperos e aromas de outras terras, para criar uma música que se antes me inspirava, agora me envolve por inteiro!
Mas muito mais do que músicos competentes e amigos queridos, a Merrow como banda é um espírito, desbravando as
correntes e marés das melodias e ritmos para seduzir mais e mais pessoas.
Não posso pedir mais nada… só posso dizer aos quatro, em bom irlandês, go raibh math agat! (MUITÍSSIMO OBRIGADO!)
Claudio Quintino Crow
“The only business of the head in the world is to bow a ceaseless obeisance to the heart.” — William Butler Yeats




Janeiro de 2010 já vai longo rumo a seu fim, mas desde novembro deixei a Merrow. São amizades preciosas que continuam fortes como devem ser, mas caminhos artísticos e profissionais diferentes. Entrelaçados e em constante contato, tenho certeza, mas diferentes.
Agradeço pela experiência gloriosa e pelo privilégio de fazermos tanta arte e poesia juntos!