UMA DAS MÃES
Enviado em 23 de Janeiro de 2009
Publicado por Claudio Quintino Crow | Enviar por e-mail
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É muito importante conhecermos aqueles que nos geraram - saber quem de fato são, conhecer suas histórias, suas origens… poucas pessoas param para conversar com seus pais e mães, seus avós, seus ancestrais. Não procuram ver que, por trás deles, há um espírito com vontades, prazeres, desejos, frustrações, amores…
Minha mãe me fez ser tudo o que eu sou.
A língua que eu falo, o sotaque com que me expresso, o tom da minha pele, as roupas que uso.
A cultura que eu tenho, os livros que leio, a música que eu ouço – tudo isso aprendi com ela.
Minha mãe é problemática – às vezes até violenta.
Mas minha mãe educar, dar carinho, acolher – quem a conhece bem, quem sabe lidar com ela, só tem a ganhar!
Minha mãe é temperamental – tem horas em que eu quero ir mais rápido, mas ela simplesmente não permite que eu acelere o carro! Noutras horas, ela exige que eu ande até mais rápido do que eu gostaria!
Minha mãe tem um espírito de pressa, de realização, de urgência em fazer, em ser, em acontecer.
Eu percebo que ela quer que eu me dê bem, que eu seja alguém, que eu me desenvolva.
Minha mãe é muito, muito culta - vive me oferecendo os mais legais programas de cinema, teatro, literatura.
Mas tem horas que é uma perfeita provinciana, caipira mesmo, me estimulando a ficar em casa com um bom livro, um bom filme ou programa de tevê.
Às vezes minha mãe é sufocante – fica difícil até de respirar.
Ela quer que eu coma do bom e do melhor - mas às vezes me oferece junk food da pior qualidade (mas fazer o quê, às vezes é gostoso…)
Minha mãe é enorme – uma das maiores mães do mundo.
Para todos os seus filhos, ela passou uma importante lição de vida: “Não seja conduzido: conduza”.
Neste domingo, minha mãe faz aniversário.
Até que muitas das coisas acima se aplicam à minha saudosa mãe Maria…
Mas nas frases acima, minha mãe é outra:
Neste domingo, o nome da minha mãe é SÃO PAULO DE PIRATININGA - e se você nasceu ou mora aqui, então é meu irmão.

Neste domingo, dê um abraço em nossa mãe - lembre-se do quanto devemos a ela, do quanto ela nos oferece. Retribua seu carinho e sua acolhida.
Estabeleça com ela um diálogo, peça-lhe que conte suas lindas histórias e aventuras. Você se supreenderá ao ver o quanto de belo essa nossa mãe tem a nos oferecer se ouvirmos suas aventuras, sua biografia, seus amores e paixões, dores e frustrações.

Não se esqueça: nós somos um reflexo do local onde vivemos. Assim, você perceberá que se ela se mostra ora violenta, ora acolhedora; ora doente, ora saudável; ora temperamental, ora calma, é simplesmente porque ela reflete seus filhos - nós.
Dê ouvidos a nossa mãe - conheça-a, ame-a. São Paulo é, de fato, uma mãe adorável.
É o ‘Espírito do Local’ onde nasci e, não importa para onde eu vá, eu a levarei comigo.
Para sempre.
Claudio Quintino Crow
www.claudiocrow.com.br
(c) 2009
Oi Cláu!
Que posso dizer….adorei!
Sem brincadeira, esse seu texto foi pra lá de inspirador…realmente tem hora que eu só penso que essa nossa mãe tá me enchendo o saco, me prendendo, me sufocando, e ameaço “fugir de casa”, e não consigo nunca, pois o momento de raiva é bem menor que o amor que tenho por essa nossa Mãe…não adianta, só quem nasce e vive aqui que entende!
Beijos míu da hermanita! rsrs…
Belissimo texto Claudio!! Aliás belissimo blog…
Sei que ja cansei de dizer isso pessoalmente a vc (nme sei se vc se lembra de mim… rs) mas PARABENS mesmo pelo trabalho maravilhoso que vc faz resgatando com tanto sentimento a Espiritualidade Celta.
Gostaria muito que vc me avizasse quando começara turmas novas em seus cursos.
Abençoado seja sempre!
Tania C.