Receita para ser Perfeito
Enviado em 11 de Julho de 2008
Publicado por Claudio Quintino Crow | Enviar por e-mail
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“Evoluir é mudar e a Perfeição é ter mudado constantemente.”
– J. H. Newman
Talvez essa seja a mais bela ‘lição’ que alguém possa receber através do druidismo - a de que a mudança, a transformação, a quebra da rotina, o fim/recomeço, a morte/renascimento, tudo isso faz parte das nossas existências.
Essa compreensão nada tem a ver com aceitação ou conformismo, muito ao contrário: quando um druida compreende de fato essa realidade, ela compreende melhor a dinâmica da existência. E ao compreender melhor essa dinâmica, ele desfruta plenamente dos ciclos de sua vida e dos potenciais que cada um deles nos presenteia.
Essa é a essência da famosa “Roda do Ano” - a seqüência de festivais de origem celta que constituem o calendário sagrado do druidismo. Em pauta, mais do que a observação dos rituais, está a compreensão dos temas evocados por cada um deles - temas de nascimento, crescimento, apogeu, declínio, morte e renascimento. A passagem das estações, o trajeto diário do sol no céu, as fases da vida de uma pessoa, árvore ou animal - micro no macro.
Fases distintas, unidas pela magia da mudança, da transformação.
MUDANÇA & PAZ
Fazer as pazes com a mudança: meus anos de experiência (como praticante e, principalmente, como instrutor de druidismo) me mostram que esse é um dos desafios mais árduos a ser encarado por quem se dispõe a trilhar o caminho do druidismo. Seja por conta dos valores sociais de nossos tempos (”em time que está ganhando não se mexe”!), seja pelo nosso instintivo medo do novo.
Instintivo? Quem disse isso? Nenhuma criança ou filhote tem medo do novo - ao contrário, é só observar um bebê, gatinho ou cãozinho diante de um objeto estranho, uma outra pessoa, um outro animal: pode até existir um componente de medo, mas a curiosidade - esta sim, instintiva! - diante do novo é irresistível. A criança chora, mas não tira os olhos; o cãozinho late e se esconde, mas não tira os olhos. E dada a oportunidade, eles se aproximam da novidade. Tocam. Farejam. Até que criam confiança e tocam, agarram.
Reaprendamos, então, a agarrar a novidade em nossas mãos, a saboreá-la em nossas bocas. A novidade é a mudança, é a transformação, é o envelhecimento, é a quebra de padrões. Essa é, na verdade, a essência da Vida. Compreender isso é ter ao alcance de sua Alma a verdadeira Magia (com M maiúsculo), o poder da transformação. O resto são fogos de artifício.
Quer ‘receitinha’?
Achou tudo muito bacana, mas não consegue pensar em como fazer isso na prática? Olha aí a ‘receitinha’:
- Prove um prato estranho;
- visite um lugar diferente;
- vista roupas que nunca pensaria em usar;
- mude o penteado;
- assista ao programa que todos falam mal;
- vá ao estádio ver um jogo do time rival;
- mude seus itinerários…
As possibilidades são infinitas - o importante é: ‘Mate’ a sua rotina, para que dela renasça o novo.
Gestos simples, pequenos, mas que sinalizam à sua Alma que, finalmente, você está DE FATO disposto a mudanças. Ação e transformAÇÃO.
© 2008, Claudio Quintino Crow - Proibida a reprodução total ou parcial da obra sem a prévia e expressa autorização por escrito do autor. - Registrado na Biblioteca Nacional – Lei Federal 9.610/98. - www.claudiocrow.com.br