Hora de Transformação – minha, sua, do Mundo…
Enviado em 25 de Abril de 2007
Publicado por Claudio Quintino (Crow) | Enviar por e-mail
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O Mundo precisa mudar
Que precisa, todo mundo sabe. Em tempos de histeria pelo aquecimento global, até mesmo quem optou pela omissão - por comodismo ou ignorância – hoje tem ciência de que nossos hábitos e nossa postura diante da vida precisam mudar.
Fala-se da necessidade de reduzir a poluição, de preservar o meio-ambiente, de reciclar, de consumir menos e melhor, de economizar energia – todo mundo sabe O QUE deve ser feito.
Então, vamos abordar o tema de forma simples, através das clássicas perguntas: O que? Quando? Como? Quem? Onde? Por que?
Quando? Agora!
Também sabemos QUANDO devemos promover essas transformações – Agora. Já. Não temos tempo para esperar, nós não podemos esperar, o planeta não pode esperar, nossos filhos não podem esperar.
Quando a pergunta vai para o COMO, a coisa começa a complicar. Não dispomos de muitas informações em larga escala – até mesmo a imprensa fornece informações fragmentadas, por vezes desencontradas. Os governos são geralmente omissos, e as organizações que trabalham sério em prol dessas mudanças não dispõem de grande alcance para divulgar tais informações.
Muitas cidades sequer oferecem serviço de coleta seletiva de lixo; por falta de informação, a maioria das pessoas que desejam colaborar não sabe nem por onde começar, e os órgãos públicos não oferecem nem estrutura, nem esclarecimento.
Quem? Você!
Assim, com essa triste constatação, começamos a responder à pergunta: QUEM? Certamente, não os governos: sua lentidão e inoperância – para não dizer desinteresse – inviabilizam a ação imediata, resposta para a pergunta ‘Quando’. Então quem? QUEM? Nós mesmos. Nós todos. Cada um de nós.
O brasileiro é especialmente acostumado a esperar tudo do governo – de bom e de ruim. Tende a ser imóvel, tolerante, aceitando as coisas passivamente. Não temos veia revolucionária, dizem. Isso é falso: temos, sim. Talvez as revoluções violentas e ruidosas não nos agradem – até porque sabemos que elas não levam a absolutamente nada. Mas podemos aderir às revoluções silenciosas, em que cada pessoa – homem ou mulher, minoria ou maioria, jovem ou experiente – pode agir silenciosamente, sem alarde, sem manchetes, em busca de um mundo melhor, de um futuro melhor.
Por que? Para salvar a Vida – inclusive a SUA!
Eis a resposta à pergunta “POR QUE”: para termos certeza de que nossos filhos e sobrinhos terão um mundo melhor para viver, sem as terríveis ameaças que nossa geração colhe por conta dos erros de gerações anteriores – e também de nossos próprios erros. A ação individual é invisível e, até por isso, mais forte. Somando nossas pequenas transformações pessoais, ficamos mais fortes do que qualquer inércia ou descaso governamental. Até porque um fato é inquestionável:
OS GOVERNOS NÃO MANDAM.
Ainda temos a ilusão de que o poder está nas mãos de governos – não está. Nem mesmo os presidentes das maiores nações não passam de ‘mediadores’ (bastante impotentes) dos interesses financeiros individuais: de ‘coronéis’, de empresas, de mega-corporações. Isso é fato. É só ler as notícias.
Se os governos não mandam, não espere nada deles. Aja você mesmo.
- Descubra formas de economizar energia;
- Adote métodos de consumo ético, pesquisando as empresas fabricantes dos seus produtos preferidos;
- Boicote produtos de empresas que desrespeitem as leis ambientais, o código de defesa do consumidor, os direitos humanos, os direitos de animais.
Incontáveis entidades oferecem listas de empresas “verdes’ bem como listas negras com os produtos em desacordo com uma vida ética. Outras tantas oferecem dicas de consumo responsável de energia – uma rápida pesquisa pode mudar seus hábitos e, assim, mudar o futuro de todo o planeta.
O VERDADEIRO PODER
O verdadeiro poder está em suas mãos. Esse poder se chama INFORMAÇÃO. Ignore os governos, não espere nada deles: afinal, nossas vidas seguem APESAR dos governos.
© 2007, Claudio Quintino - Proibida a reprodução total ou parcial da obra sem a prévia autorização por escrito do autor. Lei Federal 9.610/98.