Celebrando a Vida através da Roda do Ano
Enviado em 1 de Abril de 2007
Publicado por Claudio Quintino (Crow) | Enviar por e-mail
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A partir de sua íntima compreensão da natureza, os druidas desenvolveram uma série de festivais sazonais, através dos quais eles comprendiam e explicavam as transformações da natureza, tanto no mundo exterior quanto em cada um de nós.
A “Roda do Ano”, como é conhecido o conjunto desses festivais druídicos, é composta de celebrações em datas específicas, originárias da passagem das estações do ano.
Sabe-se com segurança que os celtas da Antigüidade possuíam quatro festivais importantes, cada um associado a uma das estações. Assim, o giro da Roda começa com o festival de SAMHAIN, que anuncia a chegada do inverno, da escuridão e da suspensão da vida, prosseguindo para o festival de IMBOLC (ou Oimelc), a celebração do retorno da vida na Primavera. Em seguida, o apogeu da vitalidade e da fertilidade é celebrado em BELTAINE; a beleza do declínio outonal é o tema de LUGHNASADH e, por fim, retorna-se a Samhain. O ciclo se completa e se renova… ETERNAMENTE…
Apesar da importância atual dos solstícios e equinócios, não há registros de sua observação pelos celtas antigos. Sua inclusão na roda do ano, aliás, foi documentada por historiadores acadêmicos como tendo ocorrido somente no século XX, por volta de 1958, nos grupos wiccanos originados por Gerald Gardner*.
Os festivais celtas possuem em sua origem elementos que os rementem às estações do ano, mas sua profunda mitologia e simbolismo ultrapassa em muito os limites da observação da ciclicidade da paisagem: a real compreensão dos mitos dos festivais traz alterações profundas em nossa percepção do que é o tempo, a vida, a morte e o renascimento. Isso exige muito estudo, muita reflexão e muita prática.
Tópicos individuais no forum desta comunidade tentarão oferecer uma visão mais profunda de cada festival.
* Apesar de a wicca também observar a roda do ano, seu significado para aquela tradição espiritual é bem diferente, e possui poucas semelhanças com o simbolismo e a mitologia original dos celtas como resgatada pelo druidismo moderno.
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