Monoteísmo? Politeísmo?
Enviado em 25 de Março de 2007
Publicado por Claudio Quintino (Crow) | Enviar por e-mail
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O druidismo é originalmente a espiritualidade dos celtas. Os celtas eram um povo notadamente politeísta - para eles, cada aspecto da natureza, da paisagem, era sagrado e possuía um espírito, uma divindade, que podemos considerar como deuses e deusas. Além disso, diversos mitos sobrevivem através de relatos que mostram incontáveis deuses e deusas como Lugh, Brighid, Dagda, Morríghan, Manannan e muitos mais.
Portanto, O DRUIDISMO É POLITEÍSTA.
No século XVIII, quando o Revivalismo Druídico tomou forma especialmente no País de Gales, surgiram correntes que tentavam ajustar o pensamento druídico original à ética cristã vigente, resultando na falsa afirmação de que os druidas fossem monoteístas. por mais que se tente justificar tal afirmativa, todas as evidências históricas apontam para o contrário. Até mesmo as tentativas de se justificar um certo monismo na espiritualidade celta esbarra na fartura de evidências de um forte e marcante politeísmo entre os celtas.
Atualmente, muitos seguidores do druidismo utilizam conceitos abstratos de divindade que teoricamente levam a uma visão monista - como as correntes que vêem um princípio divino a animar tudo o que existe, de deuses e deusas até as criaturas que habitam este mundo. Esse conceito, facilmente identificado como uma influência oriental no pensamento druídico moderno, é justificável no druidismo moderno, mas não encontra respaldo no druidismo histórico.
Seja como for, todas as formas de druidismo desaguam num oceano comum, que enxerga a presença do Divino (múltiplo ou singular, masculino ou feminino ou ambos) em tudo o que existe.
No fim das contas, é a ressacralização do mundo que conta…
(c) 2007