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Óenach (a poem)

Bronze Cauldron - Bronze Cauldron

Swift horses a-running on the plain
Riding hard, victory their sole aim.
In the halls, the banquet’s already served
To the sound of bards who instruct and entertain.

Long ago, the harvest was the measure
Now the tribal bonds are the real treasure
A time for justice and ripe for new weddings
Celebrating life with glee, myrth and pleasure.

It started when the daughter of the King of Spain
Blessed Erin’s children with the plenty of the land
A child of the Earth, living in the Great Plain
At seeing the land tilled, she prefered to be dead.

Eternalized by him of the Many Arts
We pay her honour year in, year out
Toasting with the magic Sovereignty red ale
Sipping the lure of the modern black stout.

A time for commerce, for trading and settling
A time for freedom, justice and fun.
A time for reaping the good fruit of the land
A time for peace - the feast has begun.

In come the poets,the wrestlers, the jesters,
In come the ale and the sweet juicy meat;
In come the brides and bridegrooms e’er so hopeful,
In come the brehons, the druids take their seats.

All rise for the king now, as he enters the hall
To the sound of the minstrels, the filidh and the bards.
The tribe is united, the land is fertile,
The king and the people are one and the same.

From the long gone past of glorious Ireland
Come the tradition of the fair Óenach
When people gathered from all over the island
To cheer in the glorious feast of Lughnasadh.

Lugh of the trades,
Lugh of the light;
Lugh the leader,
Lugh still shines bright.

We assemble in peace and in justice we sit
To feast and to sing and to honour your gift.
In the Lughnasadh Fair since the dawn of the times,
To relive the tradition of shared benefit.

© 2010 Claudio Quintino Crow

Novidade: videos “VULTOS DA IRISH MUSIC!”

Aos amigos apreciadores da Irish Music, incluí em minha página no Multiply uma nova seção entitulada “Vultos da Irish Music”.

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São dezenas de videos com alguns dos maiores nomes da música irlandesa - de Turlough O’Carolan a Andy Irvine, de Seamus Ennis a Sharon Shannon, de Clancy Brothers a Mary Black, de Clannad a John Doyle.

A intenção é oferecer aos amantes da Irish Music um “menu” com os principais artistas de todos os tempos e videos que servem como amostras de seus trabalhos.

Mais que isso, a seção “Vultos da Irish Music” é meu tributo pessoal aos músicos que mais influenciam meu trabalho nos palcos.

Você pode visitar “Vultos da Irish Music” clicando aqui.

Bom divertimento!

Claudio Quintino Crow

www.claudiocrow.com.br || blog.claudiocrow.com.br

“Happiness is neither virtue nor pleasure nor this thing nor that but simply growth,
We are happy when we are growing.” — WB Yeats

“All empty souls tend toward extreme opinions.” — WB Yeats

Entre 30 de agosto e 1o. de setembro, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) sediará o 5o. Simpósio Sulamericano de Estudos Irlandeses, e é para mim motivo honra e orgulho comunicar que fui convidado a participar de um painel com a breve palestra “Singing the Landscape - the Voice of Ireland from the Leabhar Gabhála Éireann to Modern Irish Poetry

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Abaixo, a sinopse traduzida:

Cantando a Paisagem: a Voz da Irlanda, do Leabhar Gabhála Éireann à moderna poesia irlandesa
No período celta, a Ilha de Ériu era percebida como um ser vivo - desde que Amairgen, Primeiro Bardo da Irlanda, desembarcou em seu litoral, as mais variadas características da paisagem ganham vida através de canções e lendas nas vozes dos bardos ancestrais e dos modernos poetas. Partindo das associações mágicas entre Mito e Paisagem do “Livro das Invasões da Irlanda” e outras fontes primárias até os textos de WB Yeats; das canções tradicionais da Irlanda rural aos versos de Seamus Heaney (Nobel da Literatura), esta apresentação explora a profunda intimidade entre a Paisagem e a Poesia da Irlanda através das eras - uma abordagem bi-direcional com vistas a oferecer uma compreensão multi-dimensional dos textos e versos irlandeses/celtas.

E aqui, o abstract em inglês, idioma oficial do evento:

Singing the Landscape - the Voice of Ireland from the Leabhar Gabhála Éireann to Modern Irish Poetry
In Celtic times, the Isle of Ériu was seen as a living soul - since Amairgen, First Bard of Ireland, set foot on her shores, several features of the landscape come to life through songs and tales in the voices of the ancestral Bards and modern poets alike. Drawing upon the mystic associations of Myth and Landscape found in the Leabhar Gabhála Éireann and other early sources to the writings of WB Yeats; from the traditional songs of rural Ireland to Seamus Heaney’s verses, this paper explores the deep intimacy between Irish Landscape and Poetry throughout the ages – a two-way approach intent on offering a multi-layered understanding of Irish/Celtic texts and verses.

Clique no link para maiores informações sobre o 5th Symposium of irish Studies in South America.

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Atenção: ainda não está disponível o dia e horário exatos de minha apresentação, tão logo a organização comunique eu divulgo)

Tendo o Atlântico como testemunha e a bela praia de Boiçucanga como cenário, o evento de inverno Terra Deusa - A Vida em Sociedades Sustentáveis chega a sua 6a. edição. Sintonizado com as significativas propostas de transformação em curso em várias partes do mundo e rumo à manifestação de uma nova sociedade humana, este evento mágico une arte, eco-espiritualidade, cidadania e música, e nos faz lembrar que somos todos co-criadores de um processo histórico sem precedentes em nossas vidas, aqui e agora.

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Mais uma vez, tenho a honra e o prazer de participar do Terra Deusa, desta vez com um pocket show na abertura e uma palestra no encerramento do evento!

Na sexta, dia 02.07, às 19h, a magia da IRISH MUSIC em canções interpretadas ao lado de meu irmãozinho Felipe Goulart (Drunken Bards).

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E às 19h do domingo, 04.07, encerrando este evento especial com a palestra “Paisagem Sagrada, Poesia da Vida: o Legado dos Celtas para nossos tempos de Transição”
Através de sua mitologia e sua poesia, os bardos celtas nos deixaram uma rica herança: sua profunda integração com as paisagens física e simbólica e uma interpretação inspiradora das forças da natureza que regem nossas vidas.
Séculos depois, esse legado enquadra-se com precisão nos propósitos e necessidades de nossos tempos de transição.

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Terra Deusa é desses eventos únicos que não temos como rotular. Não é para teóricos, é para quem já entendeu que é hora de arregaçar as mangas e participar da Grande Obra de nossos tempos, pensando globalmente e agindo localmente. Um evento para inspirar a mente, despertar a alma e por o corpo em ação.

Mais informações: http://www.terradeusa.blogspot.com/

Chegar a Boiçucanga é fácil, chegar ao local do evento - Praça Por-do-Sol - é mais fácil ainda! Entre a praia e a rodovia, o pavilhão onde ocorre o evento é conhecido por todos na cidade. Não paga nada, é só chegar e se acomodar…

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Boiçucanga é uma das praias da costa sul do município de São Sebastião, localizada no Litoral Norte do Estado de São Paulo. Fica no KM 163 da Rio-Santos, SP55.

Para quem sai de SP, há várias formas para ir de automóvel:
1) Sistema Anchieta-Imigrantes e, em seguida, a Piaçaguera-Guarujá até a saída 248 (Km 248), obedecendo a indicação para Bertioga. Ali é o início da Rio-Santos.
ou
2) Sistema Ayrton Senna-Via Dutra. Entra-se em Mogi das Cruzes, até alcançar a rodovia Mogi-Bertioga. No cruzamento com a Rio-Santos, seguir em direção a São Sebastião.
ou
3) Rodovia dos Tamoios até Caraguatatuba e depois pela Rio - Santos em direção a São Sebastião, atravessar a cidade e seguir em direção a Bertioga.
Via Dom Pedro I. Seguir a Dom Pedro até o final, sair para a Carvalho Pinto em direção a São Paulo. Trafegar até a saída para Mogi das Cruzes até alcançar a rodovia Mogi-Bertioga. No cruzamento com a Rio-Santos, seguir em direção a São Sebastião.

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Druid Network Brasil

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Sete anos atrás, num círculo de pedras no interior da Inglaterra, Emma Restall Orr, até então líder adjunta da British Druid Order, pôs em ação o desejo de ampliar o alcance do druidismo para além das suas fronteiras nativas. Nascia a Druid Network - que, como o próprio nome diz, visa a ser uma rede de contatos para unir os indivíduos e as ordens e grupos que vivem o druidismo de forma livre, sem hierarquias ou ordens.

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Naquele mesmo ano, a própria Emma me convidou a ser o contato da Druid Network no Brasil. A princípio recusei, pois por natureza tenho a tendência a rejeitar rótulos. Mas depois, ao perceber os nobres objetivos da proposta, acabei aceitando.

Pelos muitos anos de experiência com espiritualidades pagãs, conhecia muitos indivíduos interessados e perfeitamente aptos a reproduzir no Brasil a mesma estrutura orgânica, livre e inspiradora da Druid Network britânica - com ênfase especial na divulgação da cultura e da espiritualidade celta, no diálogo inter-religioso e no bem estar ambiental. Em perfeita consonância com os propósitos de diálogo da Druid Network, em nossa reunião inicial tínhamos como convidados representantes de outras religiões - entre eles, um sacerdote do Catimbó e até um clérigo muçulmano.

Mas nos idos de 2004 os praticantes e interessados em druidismo e espiritualidade celta eram poucos e esparsos, e o ritmo natural da vida levou algumas dessas pessoas a se afastarem do projeto.

Mesmo assim, insisti. E naturalmente, surgiram outras pessoas que foram dando forma ao projeto - enxugando-o, adequando-o às realidades e limitações do druidismo no Brasil. Dediquei-me a traduzir os textos mais importantes do site da Druid Network para o português, e contei com a ajuda preciosa de alguns colaboradores voluntários - dentre os quais, Carina Lucindo - a quem, tempos depois, e com a aprovação da própria Emma Restall Orr, transferi a missão de representar a Druid Network no Brasil.

O trabalho de Carina foi excelente - as traduções dos textos aceleraram, o número de membros brasileiros da Druid Network triplicou, foi criado o boletim informativo - isso tudo praticamente sem contar com auxílio de outras pessoas! Parecia que o projeto se beneficiaria da “troca de guarda”.

Mas a distância (física e virtual) dos associados tornam o trabalho absolutamente solitário de Carina primeiro árduo, depois um fardo e, por fim, impossível. Nas palavras dela,

“Poucos meses depois ficou claro que esse projeto não havia encontrado terras
férteis para crescer por estas bandas - seja por questões culturais intrínsecas
ao país ou questões pessoais e políticas.”

O trecho acima foi retirado do comunicado oficial sobre o encerramento das atividades do braço brasileiro da Druid Network (íntegra aqui).

Como Carina, acredito que é possível, sim, que se estabeleça uma rede - física e virtual - através da qual a espiritualidade e a cultura celta possa ser honrada e vivenciada em todas as suas formas, de forma aberta e livre como propõe a Druid Network - mas para isso é preciso que haja uma boa dose de parceria e boa vontade entre os que dizem seguir um mesmo caminho.

Acredito também que o druidismo e a espiritualidade celta no Brasil passam por um momento muito interessante, em que começa a ganhar mais visibilidade e respeito entre aqueles para quem, até pouco tempo, ‘druida’ era um personagem de quadrinhos ou RPG e ‘celta’ era um modelo de automóvel.

Tenho um orgulho imensurável de ter participado da criação da Druid Network - não só aqui no Brasil, mas também como convidado durante a cristalização do projeto, na Inglaterra. Tenho imenso orgulho de ter passado o bastão para alguém tão sensível, empenhada e correta como Carina Lucindo. Tenho certeza que, assim como os demais associados brasileiros da Druid Network, vamos continuar a nos beneficiar da riqueza de nossa herança.

E mais do que isso, tenho certeza de que o druidismo e a espiritualidade celta seguirão seu caminho de desenvolvimento em nossas terras.

Porque a espiritualidade celta é riquíssima - seu legado é mágico, sua história é nobre e, mais importante: sua contribuição para uma vida melhor inestimável - especialmente em nossos tempos modernos.

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É a esses pontos que voltamos nossas forças agora: um trabalho que traga de forma viva e real, tangível, a experiência de uma espiritualidade que se manifesta não somente em listas virtuais, mas em lares, famílias e grupos de amigos; não somente em círculos fechados, mas nas ações quotidianas de todos e cada um de nós; não em visões oníricas de um suposto ‘retorno à natureza’, mas ao resgate da natureza tanto em nosso interior como na paisagem em que estamos.

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Em sua longa e produtiva vida, o geólogo Thomas Berry disse que “cada cultura deixa uma grande obra para as gerações futuras, e que nossa era tem o desafio de, como Grande Obra, criar uma nova percepção, um novo sentimento, em que o indivíduo seja parte ativa e organicamente produtiva de uma comunidade, e que essa comunidade se relacione com a sua paisagem de forma saudável a todos.

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Micro e macro, paisagem sagrada, sentimento de tribo - tudo isso forma a essência do druidismo. É isso que o druidismo moderno almeja, é a isso que nossos esforços se dirigem.

Afinal, como aprendi com meus instrutores ingleses,

“São três os deveres de um druida:
- curar a si mesmo;
- curar a comunidade;
- curar a Terra;
Sem o que não merece ser chamado de druida.”

Através dos ciclos do tempo, pelos caminhos da Terra, a Jornada continua. Bela e inspiradora.

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De Viagens e Religiões

Religião é meio, não fim.
- Claudio Quintino Crow

Um grupo de indivíduos em Nova York deseja vir ao Brasil; eles dispõem de diversas formas para fazê-lo: podem optar por vir de avião, navio, de carro, ônibus, moto, bicicleta, cavalo ou mesmo a pé. Mesmo dentro de uma dessas opções, o itinerário a seguir também pode variar: com ou sem escalas, por esta ou aquela estrada, esta ou aquela companhia, nesta ou naquela velocidade… Existem várias formas de se viajar de Nova York ao Brasil. O que conta, no fim das contas, é chegar ao destino – e o mesmo ocorre com as religiões.

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Tome como exemplo quaisquer duas religiões: ainda que haja uma miríade de divergências fundamentais entre uma e outra – por exemplo, uma pode ser monoteísta e a outra politeísta; uma pode crer na continuidade da vida pós-morte enquanto a outra não, e assim por diante – ainda que essas diferenças sejam latentes e impossíveis de ignorar, há ao menos um elemento comum a todas as religiões: o fato de que todas elas se dispõem a explicar os mistérios e questões mais profundas da vida e a oferecer conceitos e valores que formem uma estrutura filosófica sobre a qual o seguidor vive sua vida.

Essa é a verdadeira finalidade das religiões – todas elas.

Em sua essência, toda religião é válida – desde que entendida no contexto sócio-cultural em que está inserida. Nenhuma religião ou manifestação espiritual pode ser avaliada sem que se leve em conta a sociedade na qual se desenvolve, os princípios e valores do povo que a pratica, as circunstâncias históricas que moldam seu desenvolvimento.

Práticas que aos nossos olhos soam bizarras, crenças que para nosso juízo parecem incoerentes só sobrevivem em seu ‘hábitat’ natural – o universo sócio-cultural e histórico-geográfico onde se desenvolvem. Evidentemente, a questão fica mais delicada quando uma dada religião é ‘transplantada’ para outro contexto sócio-cultural, outra paisagem histórico-geográfica.

O que se segue, geralmente, é um período de adaptação que traz mudanças em suas práticas e princípios - mudanças que são, literalmente, irresistíveis. É o mecanismo natural de sobrevivência e evolução das religiões - querendo seus seguidores ou não.

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É por isso que, para se compreender a fundo uma dada religião – qualquer que seja ela - é preciso compreender, antes de mais nada, sua evolução e história. E quando nos dispomos a isso, nos é dado compreender um fato importante:

Toda religião é válida – até mesmo aquelas que se mostram diametralmente opostas à nossa (seja ela qual for).

Ora, se toda religião é válida, nenhuma pode ser relegada a um segundo plano, nenhuma pode ser rotulada como negativa, nenhuma pode ser atacada – ou assim deveria ser. Nenhuma religião detém o “monopólio da verdade”, nenhuma deveria se entitular o “verdadeiro e único caminho” – porque todas são caminhos: todas as religiões são meio, e não fim.

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Evidentemente, existem pontos que podem ser vistos como negativos nesta ou naquela religião – valores socialmente anacrônicos, postura dominante elitista, descompasso com a realidade corrente. Da mesma forma, toda – toda - religião possui seus desvios de conduta: indivíduos que, mais por seu próprio desequilíbrio do que pelos princípios da fé que abraça, agem de forma criminosa: padres pedófilos, pastores estelionatários, auto-entitulados ‘bruxos’ sádicos…

Da mesma forma que nenhuma religião detém o monopólio da virtude, nenhuma é composta só de depravados.

Ao contrário: os depravados das mais diversas categorias é que costumam se abrigar no seio desta ou daquela instituição, muitas vezes valendo-se da cobertura dessa instituição para dar vazão a seus instintos criminosos.

E não é só no universo religioso que esses depravados se instalam: torcidas organizadas, partidos políticos, ONGs… qualquer organização pode – e costuma - atrair esses desequilibrados de plantão às suas fileiras.

Assim, rotular este ou aquele grupo – religioso, político, cultural – como “bom” ou “ruim” é precipitado, injusto e, acima de tudo, imaturo, engendrando sentimentos de conflito entre grupos diferentes, intolerância e fanatismo.

Fanatismo e ignorância andam de mãos dadas

Poucos universos são mais férteis para o desenvolvimento do fanatismo do que o religioso. No mais das vezes, o sectarismo e a intolerância surgem naqueles indivíduos que menos compreendem sua própria religião: diante do diferente, sentem-se ameaçados. E ao sentirem-se ameaçados, atacam com a veemência e a fúria da besta acuada.

Sempre que me deparo com um discurso fanático, identifico com facilidade em sua origem a ignorância – no sentido literal da palavra: ato de ignorar, desconhecer. Nas palavras do irlandês William Butler Yeats, “toda alma vazia tende a opiniões extremas”.

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O mais triste é que, cedo ou tarde, essas ‘almas vazias’, tão propensas a opiniões extremas e radicais - tão incapazes de enxergar a si mesmas, e que dizer das almas à sua volta – cedo ou tarde elas acabam por contaminar até mesmo o seio do grupo ao qual dizem pertencer e que, ao defender com tanto ardor, só fazem gerar mais distanciamento, mais isolamento, mais intolerância e incompreensão.

Se o fanático percebesse que sua religião não é ameaçada pela existência de outras religiões, ele não se agarraria aos seus dogmas, crenças e visões com tanta força, não atacaria o diferente. Mas se o fanático percebesse isso, não seria fanático… e fato é que o mundo está cheio de fanáticos.

Curiosamente, o fanático demonstra sua mais visceral intolerância com aqueles que caminham ao seu lado - e que, justamente por compartilharem da mesma crença, à menor divergência de percepção são vistos como ameaças a uma suposta “integridade” da sua religião. Como vimos acima, a evolução e a adaptação são marcas naturais de todas – todas – as religiões. Assim, religião nenhuma possui “integridade” ou “pureza” - salvo na cabeça do fanático, que preza essa falsa “pureza” porque ela é, na verdade, seu escudo, a máscara com que ele oculta a sua ignorância.

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Religião e espiritualidade

Por conta dessa intolerância e dos desvios de conduta de alguns indivíduos que crêem falar e agir em nome de sua fé, muitas pessoas desenvolveram repulsa pela palavra ‘religião’, pois para muitos ela pressupõe dogmas, estruturas rígidas e hierarquia. Eis porque, como já dito, ‘nem todos possuem uma religião, mas todos possuem uma espiritualidade’. Grosso modo, espiritualidade é a manifestação pessoal das crenças e princípios de um indivíduo, e idealmente, mas não necessariamente, se alinham com perfeição com alguma corrente religiosa. Eis porque costumo usar as palavras ‘espiritualidade’ e ‘religião’ como sinônimos, diluindo o peso negativo atrelado à palavra ‘religião’ e enaltecendo a força da espiritualidade individual - em última análise, fortalecendo a fusão de ambas.

Disputa e Destino

As disputas entre seguidores de diferentes religiões tendem a ser tão violentas quanto as discussões entre torcedores de times rivais. Porque ambos os lados se esquecem que, sem outros times com quem jogar, o seu time do coração simplesmente não tem razão para existir. Eis o que o fanático faz: cego diante da condição primordial da existência de sua fé, desconfia, despreza e desacata todas as outras que, a seus olhos adoentados, se lhe opõem.

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Já as disputas internas entre ‘facções’ de uma mesma religião são ainda mais doentias: é como, estando reunidos no Rio de Janeiro, um grupo de pessoas discutisse intolerantemente acerca de suas escolhas pessoais de transporte: os que vieram de avião louvam a rapidez da viagem, os que vieram de carro enaltecem a liberdade em determinar ritmo e itinerário, os que vieram a pé defendem o exercício físico, os de navio o conforto - e todos têm razão. Mas cegos pela razão, simplesmente se esquecem que todos, no fundo, estão juntos, no destino estabelecido.

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Quem de fato compreende a fundo sua religião abre a porta do diálogo com todas as demais. Quem não a compreende vê todos os outros como inimigos.

Que sua viagem seja tão rápida, confortável, saudável e livre quanto você desejar.

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A história se repete… assim como no ano passado, depois da boa repercussão do nosso show no último domingo, a organização da XVa. Festa do Imigrante nos convidou para um show extra no próximo domingo, 30.05!

Será às 13h, no espaço alternativo (Arsenal), no MEMORIAL DO IMIGRANTE!

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DRUNKEN BARDS:
- Claudio Crow (voz, violão e tin whistle);
- Felipe Goulart (voz e violino);
- Rogerio Borrego (violão e voz).

Um show um pouco mais longo, com o melhor da IRISH MUSIC - e todas as atrações da deliciosa FESTA DO IMIGRANTE - honrando nossos ancestrais.

Quem viu semana passada pode rever, quem ainda não viu, esta é a chance!
veja aqui as FOTOS DO SHOW do dia 23.05:

Serviço:
SHOW EXTRA DRUNKEN BARDS (IRISH MUSIC)Quando:
Domingo, 30 de maio, às 13h

Onde:
MEMORIAL DO IMIGRANTE - Rua Visc. de Parnaíba, 1.316, Mooca, pertinho do Metrô Bresser.

Video: “Star of the County Down” (Drunken Bards ao vivo)

Show DRUNKEN BARDS na XVa Festa do Imigrante!

Mais uma vez - e com muito orgulho! -, eu e meus amigões do DRUNKEN BARDS vamos representar a Irlanda em mais uma Festa do Imigrante no Memorial do Imigrante, SP.

Muitas novidades no repertório, recheado de clássicos da Irish Traditional Music tocados com o carinho que a data merece.

Será no dia 23/05, domingo: às 12h, Drunken Bards - e logo depois, IMPERDÍVEL apresentação de dança irlandesa com a troupe maravilhosa do BANANA BROADWAY!
(Programação completa abaixo)

Venha prestigiar essa linda festa que honra nossa ANCESTRALIDADE através da preservação da cultura dos povos que dão forma ao Brasil!

MEMORIAL DO IMIGRANTE
Rua Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, pertinho do Metrô Bresser.
Tel.: (11) 2692.1866
Ingressos: R$ 5,00 e ½ entrada para estudantes
Entrada franca no último sábado do mês e para maiores de 60 e menores de 7 anos
Site: www.memorialdoimigrante.org.br
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Programação da XV Festa do Imigrante de 2010

DATA: 23/05/2010

10h30 - Grupo Folclórico Casa da Ilha da Madeira - Portugal

11h00 - Grupo Folclórico Sociedade Amigos da Dalmácia - Croácia

11h30 - Grupo Folclórico Kyiv - Ucrânia

12h00 - Grupo Drunken Bards Project - Música Irlandesa

13h00 - Dança do Leão - Inst. Mao Lee Chi - China

13h30 - Banana Brodway - Dança - Irlanda/EUA

14h00 - Grupo Folclórico Slávia da União Cultural Tcheco/Brasileira - Rep. Tcheca

14h30 - Grupo Folclórico Tzion - Israel

15h00 - Grupo Folclórico Rueda Flamenca - Espanha

15h30 - Grupo Folclórico Zarát - México

16h00 - Grupo Nostra Itália - Itália

16h30 - Grupo Folclórico Rancho Sta. Marta dos Navegantes - Portugal

DATA: 30/05/2010

10h30 - Grupo Folclórico Alemão Tanzfreunde - Alemanha

11h00 - Grupo Folclórico Peru Cultura e Arte - Peru

11h30 - Grupo Folclórico Rambynas - Lituânia

12h00 - Grupo Folclórico Pedilea - Grécia

12h30 - Grupo Folclórico La Bella Italia - Itália

13h30 - (a ser definido)

14h00 - Grupo Folclórico Volga - Rússia

14h30 - Grupo Folclórico Pántlika - Hungria

15h00 - Grupo Folclórico Nasser Mohamed - Líbano

15h30 - Academia Fhoccus - Irlanda

16h00 - Grupo Folclórico Ryukyu Koku - Taiko - Japão

16h30 - Swiss College Dixie Band - Suíça

Newsletter: “A VOZ DO CORVO” (Outono 2010)

1Voz do Corvo - 1Voz do Corvo

Os ventos frios e os dias claros assinalam a chegada do Outono a Aldeia de Sâo Paulo de Piratininga - e com ele chega mais uma atualização de “A VOZ DO CORVO“, o grasnado oficial de Claudio Crow.

Nos últimos três meses, muitas novidades…

NOVOS TEXTOS:

As tradições espirituais dos celtas são a fonte de inspiração para o ensaio “O Druidismo e as relações com o Sagrado: múltiplos caminhos, um só objetivo

Maeve druid 1 - Maeve druid 1

Dividido em duas partes (aqui e aqui), o texto explora formas diferentes de se resgatar a sacralidade em nossas vidas de um ponto de vista céltico, rompendo os limites da percepção corrente de que só o sacerdócio leva ao sagrado.

Do universo celta vem também a base para o artigo “Nobres e Intrépidos Lanceiros“, uma reflexão sobre a conhecida figura do freelancer … a partir das profundas raízes históricas que remetem aos lanceiros celtas da Idade do Ferro.

gaesatae 1 - gaesatae 1

WEBSITE:

Por ocasião das celebrações da cultura irlandesa que ocorrem anualmente a 17 de março, dia de St. Patrick, foi lançada uma página especial na seção “IRLANDA” de www.claudiocrow.com.br, explicando as origens, o simbolismo e as particularidades dessa data - afinal, segundo os próprios irlandeses, “todo mundo é irlandês no dia de St. Patrick“…

Paddy s - Paddy s

MÚSICA:

Para quem toca música tradicional irlandesa, a Semana de St. Patrick é sempre ocupadíssima - este ano, trabalho concentrado: três shows em dois dias!

Foram duas apresentações na Cultura Inglesa - Vila Mariana e uma no O’Malley’s Pub com a mais recente encarnação do DRUNKEN BARDS PROJECT, acompanhado dos queridos amigos e competentíssimos músicos Felipe Goulart e Rogério Borrego.

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O mesmo trio se reuniu mais uma vez um mês depois, acompanhado do clarinetista norte-ameriacno John Berman, para um pocket-show na vernissage do artista irlandês JAMES CONCAGH, no Espaço Cultural CPTM - evento que contou com a presença do cônsul honorário da Irlanda em São Paulo.

CPTM - CPTM

CURSOS:

O mês de fevereiro assistiu à conclusão do módulo II do curso de Druidismo da turma de sábado - uma turma tão coesa e amiga que resolveram dar continuidade aos trabalhos druídicos e que, após passar pelo treinamento bárdico, deu origem à Sagrada Gorsedd dos Bardos de Tyba Imbas nAmairgin - a terceira Gorsedd criada no Brasil a partir de meus cursos! (tenho imenso orgulho desses alunos que viraram amigos e companheiros de jornada!)

tyba - tyba

No momento, como já anunciado, estou atualizando o conteúdo do curso, processo necessário e que de tempos em tempos faz com que os cursos ganhem mais conteúdo e profundidade. A impressão que eu tenho é a de que, para meu prazer e desespero, destampei uma fonte inesgotável de informações que se apresentam e se mesclam ao conteúdo do curso, enriquecendo-o e tornando-o mais significativo - veremos…

Por conta de todas essas novidades, essa atualização de conteúdo ainda leva mais algum tempo, de modo que novas turmas do curso de druidismo (já atualizado) serão formadas somente no segundo semestre deste ano. Mas já posso adiantar, vai valer muito a pena!

INTERNET

O mesmo processo de reestruturação me levou a tirar do ar, por algum tempo, meus perfis sociais (Twitter, Multiply, Facebook e Myspace). Pouco a pouco eles estão voltando à atividade, de forma mais racional e prática.

Confira abaixo os links e as novidades:

Claudio Crow no Multiply; Links para artigos do blog, curiosidades musicais, textos exclusivos.

Claudio Crow no Twitter; como tudo no twitter, poucas letras, muita bobagem… e divulgação de eventos e novidades!

Claudio Crow no Facebook; Mais curiosidades, dicas de música, links…

Claudio Crow no MySpace Music; - em desenvolvimento: páginas especiais exclusivamente sobre meu trabalho musical.

2010 começou promissor - menos agitado do que 2009, mas mais estruturado…

Já tenho convites para participar como palestrante e ministrando workshops de druidismo em pelo menos dois eventos no segundo semestre, e há a perspectiva de ao menos mais um show já em maio… novos artigos serão postados tanto no blog quanto no website…

E é claro, você ficará sabendo de tudo através deste informativo e pelo meu website!

Enquanto isso, que o outono traga a riqueza da colheita e a renovação através das folhas que secam e se desprendem para dar lugar ao novo.

A Roda gira…

Claudio Quintino Crow

www.claudiocrow.com.br || blog.claudiocrow.com.br

Happiness is neither virtue nor pleasure nor this thing nor that but simply growth,
We are happy when we are growing.”
– WB Yeats

All empty souls tend toward extreme opinions.” — WB Yeats

O Espaço Cultural CPTM fica na Estação Ferroviária do Brás - local de chegada de muitas gentes que vinham a São Paulo em busca de nova vida… lugar perfeito para muitas canções irlandesas que falam das migrações dos filhos e filhas de Éire que deixavam sua amada ilha para tentar a sorte em terras distantes…

James Concagh, artista irlandês, retrata em seus quadros os desafios e contrastes da vida urbana na megalópole paulistana…

Drunken Bards, músicos brasileiros, resgatam a tradição bárdica das rurais terras irlandesas…

O cruzamento foi perfeito: uma “passagem de nível” entre os mundos, unindo Brasil e Irlanda através da música e das artes…

Nesta ocasião, os Drunken Bards eram Claudio Crow (Violão e voz), Felipe Goulart (violino e voz) e Rogério Borrego (violão) - além da formidável participação especial do clarinetista norte-americano John Berman.

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James Concagh e Drunken Bards antes do show

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Felipe Goulart

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Ouvindo discurso de apresentação…

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Rogério Borrego

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John Berman

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02 Drunken Bards - 02 Drunken Bards

04 p  s show - 04 p  s show

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